CACHOEIRA SANTA CRUZ

O Rio Tacaniça corre por um vale com muitas curvas e abruptas alterações de elevação. Somado a isso a construção de um reservatório que data da década de 1960 contribui para um panorama interessante de uma bacia hidrográfica com belos cenários. Entre eles está o conjunto de cachoeiras conhecido como Santa Cruz, à jusante da barragem de mesmo nome. Estas fotos são da primeira queda d’água, a menor delas e mais fácil de ser alcançada.

 

 

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A Modinha das Corridas Extremas

É muito bom que cada vez mais pessoas se interessem pela corrida e pelas atividades ao ar livre. Porém tenho notado alguns problemas principalmente ligados às pessoas que estão saindo para as atividades motivadas por ondas passageiras, as chamadas modinhas.

Toda vez que converso com colegas que costumam se deslocar para as montanhas paranaenses, eles tem um história para contar. De que a trilha para o Ciririca está cada vez mais tomada de barro e encharcada. De que seguidamente quem está subindo topa com alguém descendo em alta velocidade. De ter que ajudar alguém que tropeçou em raízes. De ser atropelado na trilha por um corredor que está “treinando”. Muitas histórias, todas negativas.

Mas a pior coisa que pude constatar recentemente é o fato de que com o acúmulo de pessoas subindo e descendo as trilhas, estas estão ficando demasiado destruídas. Novas passagens vão sendo abertas para contornar locais onde há algum acúmulo de barro ou água. O intenso pisoteio vai formando locais onde os pés afundam cada vez mais e notamos a abertura do solo até a rocha, expondo esta. Relatos dão conta de que já se formam pequenas ravinas em trechos de trilha no Anhangava, no Morro dos Perdidos e no Araçatuba. Por coincidência, os morros mais visados para treinos de corrida de montanha.

Outra fato que mostra a total falta de compromisso dessas pessoas com o ambiente do qual estão desfrutando é que são encontradas enormes quantidades de lixo pelas trilhas. Até um tempo atrás o que se encontrava com muita frequência nos lixos das trilhas eram latinhas de refri, latas de cerveja, garrafas plásticas PET principalmente de bebidas alcoólicas baratas tipo vinho Fontana e batida Havaianinha. Mas hoje o que mais se vê são os Carbs. Sim, aqueles pequenos sachês de gel com carboidrato para  reposição rápida. Por pequenos que sejam, na quantidade acabam superando até mesmo as já tradicionais garrafas pet, pois são mais difíceis de coletar.

Vejo diversos vídeos feitos na edição 2015 da Corrida Trail dos Perdidos. Até 2015 o maior percurso era de 50 quilometros, porém subindo duas montanhas, o Morro dos Perdidos e o Araçatuba. São relativamente fáceis de subir quando se está bem condicionado e sem preocupação com o relógio. Porém, numa competição, meio que vale tudo. Um dos corredores que filmou o percurso mostra muitos trechos em que os pés dos corredores afunda na lama até a metade da tíbia. Causado pelo fluxo intenso de pessoas. Mais de 300 concentradas em pouco espaço de tempo, cruzando uma única linha no chão. Em dado momento, ao se agarrar em uma pequena árvore para superar um degrau de rocha, ela quebra. Quantas dessas não serão quebradas pelos outros corredores? Os tênis possuem garras de borracha na qual aderem fragmentos do solo e uma boa parte da serrapilheira de submontana. Os tênis são trocados ou limpos no topo da montanha. E as sementes dessa serrapilheira ficam por ali mesmo, no topo da montanha. De pouquinho em pouquinho isso provoca um dano genético na vegetação que futuramente poderá ser irreversível.

Conversando com um trilheiro velho, este me conta que na região de Castelhanos, uma das mais desconhecidas de nosso estado e que detém uma faixa de vegetação riquissima e bem conservada, ocorreu uma corrida destas, com cerca de 100 pessoas onde muitas desistiram por não conseguirem atravessar  os alagados que haviam no meio do caminho. Ora, estes alagados não são meros alagados, são planícies de enchente da bacia fluvial adjacente com contato de água do mar proveniente da Baia de Guaratuba. Alguns desses charcos possuem profundidade de até 5 metros. Grande risco, que talvez o organizador da prova não levou em consideração.

Aproxima-se uma das corridas mais aguardadas desse circuito de corridas ditas “extremas”. A subida da Estrada da Graciosa. Então de uns 3 meses pra cá, o que você vê de corredores subindo essa estrada histórica não está nos anais da história. Nesse caso específico, a corrida não pega trilhas e possui uma estrutura habituada com corridas de rua e sua costumeira faxina após a prova. O colorido dos uniformes de treino e dos rabos de cavalo balançantes até animam.  Mas vemos ao longo da estrada provas de que os novos atletas não estão nem aí para o ambiente ao seu redor. O aumento do lixo pela estrada é exponencial.

Ficam as perguntas. De onde saíram tantos atletas de última hora? Vai durar isso ou é só uma modinha passageira? É necessário educar melhor esse pessoal? Pelo menos para essa última pergunta a resposta certeiramente é sim!

LIXO NA GRUTA DA LANCINHA

O intrépido Maicon constantemente cuida da Gruta da Lancinha e além de retirar pichações, sempre dá um jeito de coletar o lixo deixado pelos turistas irresponsáveis.

Porém, recentemente a coisa tem se complicado. A quantidade de lixo cresceu exponencialmente a ponto de que em um dos últimos domingos o Maicon tirou cinco sacos enormes cheios de lixo os quais transportou por seus próprios meios para Rio Branco do Sul dando-lhe destinação adequada.

A conclusão é de que uma horda de seres desprovidos de cérebro tem transitado em todos os cantos da nossa querida Gruta da Lancinha deixando embalagens de salgadinho, copos plásticos, caixinha de suco, casca de bala e muitas garrafas de vidro entre outras coisas.

Muito feio e muito lamentável!!!

 

Morro da Glória, Itaperuçu/PR

O Morro da Glória possui altitude de 1230 m.sobre o nível do mar. Para sua ascensão parte-se de uma cota de 970 m. snm em trilha suave. Na verdade uma estrada de retirada de madeira de pinus. Deve-se tomar cuidado uma vez que há diversos relatos de ocorrência de cobras das espécies Jararaca (Bothrops) e Cascavel (Crotalus durissus), ambas muito venenosas e letais.

A vista compreende quase todo o primeiro planalto paranaense, de onde se vê desde a Serra de São Luiz do Purunã, Morros da Palha e Bateias a Noroeste, Serra da Betara e do Morro Grande bem na proximidade à leste. Se tem a visão de Curitiba inteira quando está com tempo bom. A Serra do Mar do Paraná também é visível em uma porção significativa. A Nor-Nordeste avistam-se as Serras da Lorena e da Santana (também conhecida como Cordilheira, utilizada para prática de Parapente). Ao Norte, os mares de morros característicos do Vale do Ribeira.

Tempo de ascensão foi de sessenta e cinco minutos.

Gruta de Toquinhas (das Toquinhas ou Estoquinha)

Estivemos em expedição à Gruta de Toquinhas (também conhecida como da estoquinha) no dia 08 de fevereiro de 2016. A equipe foi formada por Denilson, este que aqui escreve e o Maicon que realizou a tomada das belíssimas fotografias que seguem abaixo.

Um dos acessos ao interior da caverna está com grande risco de desabamento do teto. Recomendamos que ninguém tente entrar nesta caverna.

 

Sobre a Gruta da Lancinha, programa Plug e demais coisas…

Realmente o programa Plug de 16/01/2016 estava muito bom. Que satisfação que é ver Dona Sara Furquim proseando e fazendo verso. Encantador. A matéria sobre a Gruta da Lancinha também estava bem boa. Muitos me enviaram mensagens de elogios e tal, e agradeço muitíssimo a todos.Mas muito mais do que mérito pessoal, eu pessoalmente acredito no mérito da equipe e na união das pessoas e organizações para objetivos comuns. Precisamos urgentemente de medidas para efetivar a proteção da Gruta da Lancinha e isso só vai acontecer com a participação de todos. Precisamos que o governo do Estado do Paraná inicie o processo de desapropriação das áreas já topografadas para integrar a Unidade de Conservação do Monumento Natural da Gruta da Lancinha.

Pra que isso se torne possível, é necessário a contribuição de todos e é preciso que deixemos de lado as divergências políticas e ideológicas. Temos que cobrar do IAP pra que tome as providências necessárias. Que cumpra o determinado nos artigos terceiro e quarto do Decreto Estadual 6538/2006. É necessário reunir as escolas de Rio Branco do Sul e Itaperuçu para que os alunos delas descubram nosso potencial paisagístico e ambiental e o valorizem. É necessário que as organizações civis atuem conjuntamente pra desenvolver práticas de cidadania e preservação do patrimônio natural na população dos nossos municípios.

E, por fim, acho que por mais que haja dúvidas com relação ao fato de se divulgar a Gruta da Lancinha, sou partidário de que tem que trazer a TV pra cá sim, tem que mostrar que Rio Branco do Sul pode participar do noticiário com coisas boas, positivas e interessantes. É bom para a moral da população e espero que isso seja o estímulo inicial que desencadeie um processo que vá se realimentando e traga resultados como, por exemplo, um plano de turismo para nossas cidades ou a efetivação da Gruta da Lancinha como Unidade de Conservação.

É muito fácil listar o que precisa ser feito. Começar a fazer é um pouco mais complicado. Precisamos de um primeiro passo daqueles que querem fazer alguma coisa, auxiliando no momento das convocações que ocorrem via Facebook e Whatsapp. Precisamos de ações concretas. Replicar conteúdos e participar das redes sociais também ajuda, mas as coisas só irão acontecer quando existir materialidade e prática do pensamento.

Como primeira sugestão, eu gostaria de formar um grupo para realizar um esboço de Plano de Manejo para o Monumento Natural da Gruta da Lancinha. Já existe um que foi realizado pelo GEEP Açungui e inclusive pode ser facilmente consultado. Talvez se esse trabalho fosse realizado, já fosse um passo para avançar na concretização da proteção daquela caverna.

Aguardo contato. Deixem dados nos comentários.

Visitação em Cavernas – Cuidados a serem tomados

Aqui segue um pequeno guia para interessados em visitar cavernas da Região Metropolitana de Curitiba.

As paisagens interiores e exteriores das cavernas são únicas em termos de beleza, raridade e interesse científico. Queremos que permaneçam assim no tempo de existência e evolução que são naturais a essa paisagem. Por isso é que a visitação a cavernas deve ser feita com muita atenção.

Não há perigos, desde que sejam cumpridas as orientações repassadas. É uma experiência marcante e sem dúvida recompensadora.

Para a visitação em cavernas ser bem sucedida é necessário que sejam tomados alguns cuidados. Seguem os mais importantes:

REGRA GERAL: NUNCA ENTRE NUMA CAVERNA SOZINHO. O IDEAL É FORMAR UM GRUPO DE PELO MENOS 3 PESSOAS E TER A INSTRUÇÃO DE ALGUÉM EXPERIENTE.

a – Estar em boas condições de saúde, físicas e psicológicas. Não ter ingerido bebidas alcoólicas, drogas ou remédios que comprometam a coordenação motora;

b – LEVAR LANTERNA. Se possível mais do que uma, ou cargas de pilha ou bateria sobressalentes (Obs.: Lanterna de celular não é adequada). Luz é fundamental, por isso é bom levar também umas velas e caixas de fósforos;

c- LEVAR COMIDA. De preferência que já esteja preparada. Sanduíches, frutas, biscoitos e doces são os mais recomendáveis. Suficiente para passar o dia. Não mais, nem menos do que os estritamente necessário;

d– Levar uma toalha de rosto;

e – Levar ou já ir vestido com roupa velha, que possa sujar de barro, molhar ou rasgar.

f – Levar uma muda de roupa para trocar após sair da gruta. Provavelmente sairemos sujos de barro e com a roupa bem molhada. Uma blusa de moleton é recomendável, mesmo que esteja calor, só por precaução;

g – LEVAR ÁGUA;

h – Em alguns trechos da caverna a água que pode chegar à profundidade de 1 m.. Por conta disso, as pessoas que levarem equipamento fotográfico, já devem prever meios de proteção contra a umidade;

i – O calçado para se usar na travessia da caverna deve ser de preferência com solado antiderrapante e não conter partes de algodão. O calçado ideal é do tipo sapato de segurança, botina ou botas leves de montanhismo, e o fato de ser impermeável ou não é irrelevante. Os piores calçados para se entrar na gruta são do tipo “all star” ou calçado para jogar tênis, pois esses têm o solado muito liso;

j – Para aqueles que tiverem ferimentos sendo tratados ou que tiverem feito tatuagens nos últimos 30 dias, é recomendável que isolem bem o local do ferimento ou da tatuagem, pois o contato com a água da caverna pode causar reações adversas, devido à acidez entre outros fatores;

k – Certificar-se de que não possui claustrofobia, estar com a vacina antitetânica em dia e se caso utilize óculos ou lente de contato, não deixar de usá-lo no dia;

l – “De uma caverna nada se tira a não ser fotos, nada se leva a não ser recordações e nada se deixa a não ser pegadas”. Lema que aprendi com o pessoal do GEEP Açungui e é válido pra sempre. Colete seu lixo e se possível colete também o que você achar pelo caminho. Não encoste em espeleotemas, não quebre estalactites ou qualquer material para levar pra casa e tire muitas fotos com a galera, sozinho, das formas estranhas ou belas que você ver pela frente, da fauna, das plantas curiosas, das pegadas na lama, etc..

m – Não se arrisque. Quando achar que não é seguro, recue, peça ajuda, se certifique de que seus passos e ações não resultarão em acidentes. Sempre que possível dê a mão a seus colegas, auxilie e as coisas sempre correrão bem. Um dos piores lugares para exibir habilidades é no interior de cavernas, portanto exibições, correrias, algazarras e demonstrações de audácia não são bem vindas em uma visita à caverna.

Para visitação da Gruta da Lancinha é necessária uma licença que deve ser requerida ao IAP-Instituto Ambiental do Paraná ou para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rio Branco do Sul.

Boas aventuras pessoal, e sempre com muita cautela.

Saudações,